Relógio com detector de queda: como funciona e como escolher
O relógio com detector de queda percebe um movimento brusco seguido de imobilidade e avisa contatos combinados, às vezes com chamada automática. Ajuda principalmente quem mora sozinho ou passa horas sem companhia, desde que seja usado o tempo todo, inclusive no banho.
Como o relógio detecta uma queda
Sensores de movimento no relógio reconhecem um padrão parecido com uma queda. Em geral, o aparelho pergunta se a pessoa está bem. Se ela não responde em alguns segundos, ele envia o alerta para quem foi cadastrado.
Nenhum detector é perfeito. Pode haver alarme falso, como ao bater o braço na mesa, e quedas lentas, escorregando apoiado na parede, podem não ser reconhecidas. Por isso é importante que a pessoa também saiba acionar o pedido de ajuda manualmente.
O que observar antes de escolher
Mais do que a marca, importa se o relógio combina com a rotina da pessoa idosa.
- Resistência à água, para usar no banho, onde muitas quedas acontecem
- Bateria que dure o suficiente para a rotina dela e carregador fácil de encaixar
- Tela legível e botão de ajuda fácil de apertar
- Funciona fora de casa, com chip próprio, ou só perto do celular
- Para quem vai o alerta e se há central de atendimento
- Pulseira confortável, que ela aceite usar o dia todo
Como fazer a pessoa idosa usar de verdade
O melhor relógio é o que fica no pulso. Explique para que serve sem assustar: é um jeito de ela continuar fazendo as coisas sozinha com mais tranquilidade para todos.
Crie um ponto fixo de carregamento, por exemplo no criado-mudo durante um horário do dia em que ela está acompanhada ou sentada. Faça um teste de alerta junto com ela e com quem vai receber o aviso.
O relógio não substitui a casa adaptada
Cerca de 30% das pessoas com mais de 65 anos caem ao menos uma vez por ano, segundo o Ministério da Saúde. O relógio ajuda a pedir socorro depois, mas o que reduz o risco antes é a casa: luz no caminho noturno, piso sem obstáculos, apoio no banheiro.
O ideal é pensar nos dois juntos: ajustar o ambiente e ter um jeito rápido de pedir ajuda.
Checklist rápido
- A pessoa idosa aceita usar o relógio o dia todo
- O relógio pode ser usado no banho
- Ela sabe acionar o pedido de ajuda manualmente
- Há um lugar fixo e fácil para carregar
- Pelo menos dois contatos recebem o alerta
- Um teste de alerta foi feito com a família
- O caminho cama-banheiro tem luz à noite
Quando chamar uma terapeuta ocupacional
Se a pessoa já caiu, tem medo de cair ou mora sozinha, vale olhar a casa como um todo, e não só escolher um aparelho. Na Casa Adapta, a terapeuta ocupacional avalia online, pelos vídeos que a família grava com um roteiro guiado, onde estão os pontos de risco e entrega um plano cômodo a cômodo. Se a família quiser, o plano inclui a camada de tecnologia, como o alerta de queda, encaixada na rotina real da pessoa idosa.
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O relógio detecta todas as quedas?
Não. Quedas lentas ou com apoio podem não ser reconhecidas. Por isso a pessoa deve saber acionar o botão de ajuda e a casa deve estar adaptada.
Precisa tirar o relógio para tomar banho?
Depende do modelo. Prefira um que possa ser usado no banho, porque o banheiro é um dos lugares com mais risco de escorregão.
Relógio ou botão de emergência, qual é melhor?
Depende da pessoa. O relógio pode avisar sozinho; o botão é mais simples de usar. Muitas famílias escolhem conforme a aceitação da pessoa idosa e a rotina dela.